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ANTROPO.CINE

notas acerca da cena humana a partir das mídias audio | visuais.

Antropoceno, conceito revisitado e formalizado por Paul Crutzen, é  um termo usado para marcar o atual momento, não somente geológico do planeta, mas histórico e cultural da humanidade. Partindo do ponto defendido por Gilbert Durand (1997) e Jean-Jacques Wunenburger (1991), que a atividade criativa da imaginação é em primazia o que organiza o mundo, antecedendo as formulações emanadas do domínio da razão, procuramos explorar a qualidade interpretativa do construto que estrutura a realidade como uma forma de emancipar o imaginário em incentivo a uma prefiguração autônoma dos futuros. E para isso, as ficções têm o potencial crítico e especulativo para nos fornecer uma espécie de variação experimental de nosso universo empírico.


antropo.cine é uma iniciativa que procura abordar de forma crítica e imaginativa produções fílmicas, contextualizando-as na contemporaneidade. Por meio de curadorias, apresentando também notas e comentários, o setor se propõe como um protótipo teórico para futuros cineclubes, aproximando-se da potência pedagógica do suporte. 

SESSÃO #2

MÁQUINAS
DE VIGIAR

Como o antropoceno marca a extensão do impacto das atividades humanas em um nível planetário, o pós-humano se concentra no descentramento do humano do foco principal do discurso, logo o Pós-humanismo (entendido como crítico, cultural e filosófico) nos dá um olhar outro para certos produtos da contemporaneidade. Embora o pós-humanismo investigue as fronteiras da ciência e da tecnologia, ele não coloca elas como temas centralizadores de sua reflexão, nem se limita aos seus fazeres técnicos. O humano não é abordado como um agente autônomo e individual, mas está localizado dentro de um ecossistema de relações, sendo percebidos como nódulos do devir - tais devires operam como tecnologias da existência. O pós-humanismo mantém um ponto de vista crítico e desconstrutivo nutrido pelo reconhecimento do passado, ao mesmo tempo que estabelece uma abordagem abrangente e fértil para sustentar e alentar alternativas para o presente e para os futuros. Com isso em mente, a curadoria propõe-se desdobrar sobre as tecnologias de existência nos materiais fílmicos abordados, levando em conta o papel da linguagem e da representação na construção do (pós)humano.

SESSÃO #1

TECNOLOGIAS DE EXISTÊNCIA

Como o antropoceno marca a extensão do impacto das atividades humanas em um nível planetário, o pós-humano se concentra no descentramento do humano do foco principal do discurso, logo o Pós-humanismo (entendido como crítico, cultural e filosófico) nos dá um olhar outro para certos produtos da contemporaneidade. Embora o pós-humanismo investigue as fronteiras da ciência e da tecnologia, ele não coloca elas como temas centralizadores de sua reflexão, nem se limita aos seus fazeres técnicos. O humano não é abordado como um agente autônomo e individual, mas está localizado dentro de um ecossistema de relações, sendo percebidos como nódulos do devir - tais devires operam como tecnologias da existência. O pós-humanismo mantém um ponto de vista crítico e desconstrutivo nutrido pelo reconhecimento do passado, ao mesmo tempo que estabelece uma abordagem abrangente e fértil para sustentar e alentar alternativas para o presente e para os futuros. Com isso em mente, a curadoria propõe-se desdobrar sobre as tecnologias de existência nos materiais fílmicos abordados, levando em conta o papel da linguagem e da representação na construção do (pós)humano.