A obra “Hidra” é uma imagem quadrada e assimétrica, contando com dois personagens em um laboratório. No primeiro plano, dentro de uma cápsula de vidro, vemos água e cabos que produzem bolhas intensamente, há um ser desforme e humanoide no seu interior, mas que não apresenta todas as proporções de um ser humano.  Seu pescoço é demasiadamente longo e de pele fina, de forma que as veias internas são visíveis. O seu corpo é pequeno como de um feto. Seu coração tem localidade vulnerável no exterior de seu corpo, centrado no meio do seu peito. Seus ombros são pontiagudos e suas costas abrigam um par de asas, no qual apenas um está no campo de visão do espectador, a outra é apenas sugerida. Seu rosto tem as feições mais infantilizadas e delicadas, com nariz, boca e olhos pequenos de íris que os preenchem totalmente. O personagem encara o espectador de maneira desafiadora e de sabedoria recém adquirida. Suas orelhas são agressivamente de abano.  Sobre seu nariz há um inseto e na sua testa uma

Hidra

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{2020}

Lucas Almajíd

Hidra é uma foto manipulada digitalmente produzida do dia 9 de junho e durante a madrugada do dia 10 de mesmo mês do ano de 2020. Essa arte é fruto de uma série inspirada na expressão cyberpunk. Alta tecnologia, porém baixa qualidade de vida. Tal como o período de crise sanitária na referida data e atualmente. Assim como minhas outras obras, Hidra é a tentativa de transformar sentimentos abstratos e intangíveis em alegorias visuais. Neste caso em específico, na linguagem cibernética e futurista.
Para a produção dessa obra foram utilizadas a fotografia e intervenção digital por meio do programa Adobe Photoshop. A série da qual essa imagem pertence é inspirada em artistas como: Frederik Heyman, Grimes, Lucy McRae, Bjork, Arca e Lady Gaga. Além disso, trata-se de uma mídia feita especificamente para redes sociais, onde a virtualidade e as experiências adquirem cada vez mais caráter individual e personalizado. O Eu no centro do mundo e de todas as coisas. Os elementos visuais adquirem significações de acordo com a leitura do espectador, mas em tons gerais a narrativa sugere morte em tecnologia e vida em arte